Como se chama isso?

September 23, 2008

O que é que posso fazer? O que há pra ser feito? Se sinto que sou escravo daquilo que consigo ser? Como ser outra coisa, que seja decidida e cuidadosa? Como ser flor e espinho, leão e esquilo? Como abraçar e falar da calma, e trazer a paz e a segurança? Como quando a vida se mostra sempre tão incerta, tirando sempre de mim minhas certezas? Como não cometer erros?

Alguém me explique, pois tenho pressa…

Como ainda aproveitar a felicidade sem descuidar, e matar a muda ainda pequena, sem condições de suportar o frio? Como? Como pular da ponte, quando a própria ponte é a única certeza? Alguém me explique pois o rio não pára pra esperar…

Quero o mundo e não sei onde ele está. Quero o colo e não sei onde ele está. Só sei que existe uma energia infinita que me percorre, que me faz mover mundos, que me faz amar sem direção, mas que ao mesmo tempo se ressente quando confrontada. E agora é a hora. A hora de sentar no banco e escutar o que a “tia” Vida quer dizer. A hora de ficar em silêncio, a hora de gritar. Hora de dizer que ama, hora de não pesar coerências, hora de não pesar prejuízos. Hora de pedir perdão. Hora de ser o que se pode ser, até que se consiga ser outra coisa. Mas que esse pouco seja suficiente para derrubar as defesas. Que seja como flor roubada, meio desgastada, mas que significa um mundo. Que seja possível sorrir, e com isso domar o que há de incontrolável dentro de mim, e que a paz seja nossa casa contra o que de ruim vier.

1 Comment »

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  1. Lulu,
    Momentos de encruzilhadas. Momentos difíceis. Momentos de decisão. Deixo um sentimento meu: o ser humano tende a ser um ser insatisfeito. Ele consegue o que quer, mas passa a querer mais. Ele tem uma boa casa, mas quer uma melhor. Ele tem um bom emprego, mas quer um melhor, quer saber como os outros estão para estar melhor. Por que não ser feliz com que temos? Por que não reduzir nossas pretensões? Só precisamos cuidar para não matar nossa ambição… Mas também para não matar nossa felicidade.
    Força!
    Um abraço,
    Celso

    Comment by Celso Lima — September 26, 2008 @ 12:19 am

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