Sir Paul McCartney
Tenho evitado escrever aqui textos mais pessoais, como fazia antes, pois acho que é melhor, no momento, aproveitar a audiência para tentar abrir os olhos de meus compatriotas. Mas abro hoje uma exceção: preciso contar para vocês que fui a um show do Paul McCartney. Quem me conhece sabe que eu sempre fui seu fã, mas era como se ele fosse um personagem da história, ou talvez de um filme. Nunca imaginei vê-lo pessoalmente. E foi incrível.
Fiquei ali, cantando músicas que amo, junto com 199.999 pessoas. É como se, por um momento, pudesse estar dentro dos documentários que vi, dos clipes, dos shows em preto e branco. E teve tudo: Eleanor Rigby, Lady Madona, Hey Jude, Yesterday, Black Bird… Enquanto olhava vidrado, pensava nos muitos anos escutando aquelas músicas em discos de vinil, fitas K7. Lembrei dos meus amigos que durante a adolescência compartilharam esse gosto comigo, e que eu queria estivessem ali. Pensei na minha irmã menor, uma fã ainda mais tardia que eu. Pensei enfim em como a vida é surpreendente, para quem tem os olhos abertos.
Pra completar, o show foi de graça, num parque em Quebec para celebrar os 400 anos da cidade.
