Cingapura, parte 3
Cingapura é realmente um lugar para quebrar paradigmas. Hoje foi um dia que fiz perguntas sobre o sistema de governo. Descobri que o país tem eleições diretas mas não tem propriamente uma oposição livre. Me parece que tudo é bem controlado e existem algumas restrições, apesar de me garantirem que qualquer um pode se candidatar a presidente.
Todos em Cingapura têm um teto. O Governo constrói apartamentos para todo mundo mas as pessoas têm que pagar por eles. Nada é de graça e se você não tem emprego o governo arranja um pra você poder pagar pelo teto que eles lhe dão. O Imposto é sobre o consumo, mesmo modelo que o EUA, e 20% do salário das pessoas vai para uma conta aposentadoria que a pessoa pode fazer aplicações, mas não pode sacar. A única exceção é para a compra do apartamento próprio (esses do governo) quando a pessoa casa. Os muito ricos podem comprar uma casa sem ser do governo, mas num país minúsculo o preço é exorbitante.
Cingapura é uma meritocracia, onde todos têm trabalho, mas quem trabalha mais, ganha mais.
Um dos meus amigos daqui disse que é mais ou menos como no filme Matrix. O Sistema mantém todos bem, nada falta, e os dois lados podem tocar os negócios numa boa. Funciona. Mas esses meus amigos dizem que sentem falta do Japão, pois tinham mais liberdade.
Resumindo, é um país onde todos têm uma vida digna, mas falta liberdade. Comunismo? Não, Comunismo é crime em Cingapura e dá cadeia.
Então? É ou não é de quebrar paradigmas?
Luciano Queiroz
