Cingapura, de férias…
Passarei uma semana em Cingapura e provavelmente não vou escrever neste tempo.
Deixo algumas reflexões que me atormentam:
Eu e minha namorada temos muitas visões distintas sobre a situação política brasileira e porque não dizer, do mundo. Com ela, e por ela, sinto mais responsabilidade no que escrevo. Tudo, absolutamente tudo na vida tem vários aspectos e emitir opiniões pressupõe se estar disposto a escutar os dois lados. Escutá-la me faz um ser humano melhor. Exemplos?
Cuba é complexa. Eu condeno as ditaduras, qualquer uma, mas sou capaz de tentar entender as razões envolvidas, a complexidade de um povo, a sua história, para entender o que há por trás desta ditadura.
Israel tem direito à uma terra. Mas os Palestinos também. Israelenses e palestinos para mim dividem o mesmo DNA, a despeito do que eles possam acreditar sobre este tema.
O PCC é um grupo terrorista e deve ser preso e condenado. Políticos ligados à eles devem ser igualmente presos. Mas não posso deixar de entender que o sistema carcerário é falido e torturador.
E por aí vai, reforçando que a adoção de bandeiras impede o senso crítico, impede que vejamos uma sombra da verdade. E impede que sejamos melhores que qualquer um dos lados, empacando o mundo nesta situação que se encontra.
Luciano Queiroz

Eu te amo. Acho que nisso a gente não discorda.
Só vou comentar uma das dsicordâncias: no meu Retiro me propus a adotar uma bandeira e tenho tentado fazê-lo. Toda e qualquer posição que eu tenha depois disso é baseada nessa “adoção”. E não acho que ela me impeça de ter senso crítico. Pelo contrário: ela que mede o meu senso crítico o tempo todo (acho que me entendes…).
De resto, a gente vai crescendo e aprendendo juntos!
Beijo.
Comment by A namorada — August 15, 2006 @ 7:35 pm
Ah, quer dizer que o amor nos ensina alguma coisa? Como por exemplo a compreender outros pontos de vista? Deus é sábio…
Comment by Lili — August 17, 2006 @ 9:02 pm