Houdini

May 26, 2006

Enquanto procurava a foto para o post mais abaixo (da mulher segurando uma caneta) achei esta do mágico Houdini. Sua história para mim é fascinante. Desde os truques até sua morte tragicamente tola.

Mas o que mais me chama a atenção foi tentativa de Houdini de desmascarar o Espiritismo. Descobri isso num programa muito interessante do Discovery Channel. O programa era todo voltado para desvendar as origens da crença.

(Nota importante: credo não se discute. Não tenho essa pretensão. Cada um acredita no que quer. Apenas acho muito interessante as nuances da natureza humana.)

Neste site você encontra a história do mágico, do qual destaco o seguinte trecho:

Nos seus últimos anos de vida gastou parte de seu tempo desmascarando espiritualistas e mostrando como eram cometidas fraudes em espetáculos de parapsicologia e sessões espíritas. Seu interesse por destruir outros profissionais, teve início após a morte de sua mãe Cecilia Weisz. Por causa de seu passado como ilusionista, ele conhecia a maioria das técnicas utilizadas por médiuns para estabelecer contato com o mundo dos espíritos. Houdini criou uma espécie de cruzada contra os charlatães que tungavam o dinheiro de famílias inteiras que tentavam contactar seus mortos. Ele frequentemente comparecia disfarçado em sessões espíritas, para desmascarar os médiuns.
Houdini apregoava que se houvesse uma forma verdadeira de contactar os mortos, somente ele poderia conseguir tal proeza.
Houdini inclusive atacou o mito de Robert Houdin, de quem emprestou o nome com o qual alcançou a fama.

Neste outro site você encontra outros médiuns da história que foram desmascarados ou que revelaram seus segredos. Por ser um site Católico, alguém pode supor uma distorção dos fatos. Afirmo apenas que os dados são os mesmos que os usados pelo Discovery Channel.

Luciano Queiroz

Arma de guerra

Escrever é um ofício penoso. Nunca traduz a profusão de pensamentos que tenho e sempre simplifica demais a complexidade com que vejo o mundo. Quando escrevo, desenrolo um novelo mental, onde uma idéia leva à outra, à outra, e mais outra. Tenho dificuldades em oferecer partes limitadas, da reflexão maior que é a minha própria vida.

De tanto ler artigos, me faltam os clássicos da literatura. Sinto falta, para o livro, de densidade, nuances, ritmo e riqueza. Tragédia das tragédias eu penso será empobrecer o que é naturalmente complexo ou ao contrário, carregar nas tintas destruindo a simplicidade que tanto prezo.

Pra não perder o hábito, ao escrever os parágrafos acima, me vi descrevendo o que vai pela minha própria vida, em outras dimensões. Sempre lutei contra o universo binário, dos julgamentos simplórios e analises míopes. E quando eu mesmo corro o risco de sossegar no campo da auto unanimidade, me vejo lançado no desafio de investigar novamente, de compreender, de explicar. (o que é uma maravilha!)

Idéias não são bandeiras. O ser humano que as carrega como tatuagens, está fadado ao atraso. Atraso evolutivo.

Faço de minha pena minha arma. Arma de guerra. Guerra para afastar dos arredores os arrogantes, os que se querem donos das verdades universais. Fora de minha propriedade, fariseus! Aqui em minha seara, que os anos me deram, quero os que sabem mudar de idéia. E quero os que, de quebra, mudam um pouco das minhas.

Luciano Queiroz