May the “farm” be with you…
Estava revirando meus emails antigos e achei este link. É divertido. Se alguém ainda não viu, vale à pena. Mas é em inglês…

http://www.storewars.org/flash/index.html
Luciano Queiroz
Estava revirando meus emails antigos e achei este link. É divertido. Se alguém ainda não viu, vale à pena. Mas é em inglês…

http://www.storewars.org/flash/index.html
Luciano Queiroz
Esse é dica do pai de uma amiga minha. Vi, gostei e recomendo. O comentário dele segue entre aspas:
http://bonzasheila.blogspot.com/
“Este blog está cheio de links do rapidshare. Andei baixando alguns discos. Tem muito jazz, tem música de Portugal, França, e outros
Vale a pena olhar.”
Amizades são tudo aquilo que as pessoas costumam falar delas. São apoio, conforto, companheirismo, etc. Todas muito justas e corretas. Mas eu tenho comigo que amizades devem também ser provocantes, devem ser estímulos para o não-conformismo, para a evolução, pela simples existência de um outro que deve ser melhor que nós em várias coisas.
Não vai aqui nenhum sentimento de inferioridade crônico. Mas eu sempre subo alguns degraus em minha vida, quando paro pra admirar pessoas que gosto.
Tudo isso pra dizer que incluí no Fermento Cínico o link para o “Aloha!”, que é o site de um amigo meu de infância. Nando Pereira é jornalista e é uma daquelas pessoas que nos mostram o mundo de outro jeito, que vão além da superfície. Agradeço à ele o incentivo para continuar este meu blog.
O picareta não me disse que tinha uma página, mas eu achei por acaso e faço então justiça, mesmo que tardia, com um link aí do lado.
Luciano Queiroz
(Em tempo: e uma vez no Aloha!, procure o link para o escambau.org. Vai lhe render mais agradáveis momentos de leitura. Não lhes dou de graça o link, pois um pouco de ginástica vai fazer bem ao seu indicador.)
Pois eh, e nao eh que eu tinha razao? Eh muito triste…
H5N1 pode apresentar risco a espécies ameaçadas, diz ONU
Reuters
JOHANNESBURGO - O vírus mortal da gripe aviária pode representar uma nova ameaça a espécies de mamíferos em processo de extinção, incluindo grande felinos como tigres e leopardos, alertou nesta quarta-feira o Programa Ambiental das Nações Unidas. Segundo o braço ecológico da ONU, o risco é ainda maior em países como Vietnã, lar de uma grande variedade de espécies selvagens, que teve a sua indústria de aves duramente atingida por surtos de gripe aviária.“A gama de espécies ameaçadas pelo altamente letal H5N1 é maior que supunhamos e inclui as espécies ameaçadas de extinção” informou relatório da UNEP divulgado durante a 8ª Conferência das Partes da Convenção de Diversidade Biológica (COP-8), realizada em Curitiba.
Segundo especialistas, há crescentes evidências de que o H5N1 pode infectar e ameaçar seriamente grandes felinos como leopardos e tigres, e pequenos mamíferos como fuinhas, castores e outros.
Desde 2003, o vírus H5N1 já matou mais de 100 pessoas em todo o mundo. Nas úlrimas semanas, a gripe aviária se alastrou com velocidade alarmante pela África, Europa e Ásia. A doença também causou a morte de mais de 200 milhões de aves, muitas por abate.
Crescer e sentir os anos passando tem sido pra mim como estar em um elevador panorâmico. Talvez uma escada panorâmica, pois a gente vai subindo e vai batendo um certo cansaço. Mas da mesma forma a gente vai querendo aproveitar que está subindo pra tentar matar uma curiosidade que sempre teve de olhar pra baixo. Como é que tudo se parece lá embaixo? Como é que os daqui olham a juventude que ficou pra trás?
Então estou aqui, chegando no andar dos meus 31 e olhando a juventude que está ficando abaixo de mim. Olho os novos grupos de rock, os estudantes, os rebeldes, as turmas (que viraram tribos). E o que vejo ao olhar aqui desta altura intermediária, mas que já dá um certo frio na barriga, é que a juventude está estéril. Olho aqui pelo meu ponto de observação e vejo um deserto de idéias. Por certo uma coisa boa aqui outra ali, mas de forma geral se vê: nada.
Será que é um fenômeno do momento? Será que é assim que se parece a juventude olhando-se dos andares das idades mais avançadas? Woodstook, 68, rock nacional dos 80… Será que tudo é assim mesmo? Será que superdimensionei nossa própria importância? Eu esperava que a juventude que viesse na minha cola me incomodasse, me provocasse, me fizesse despertar para novas visões do mundo. Mas o que dá pra distinguir daqui, é muita diversão e só.
Me sinto um pouco desanimado, pois esperava mais de quem tem tudo aos seus pés. Tem tecnologia, independência, iniciativa, espaço. Mas as portas escancaradas das oportunidades estão esperando por mais dos que queiram atravessá-las. É por isso que nossos líderes intelectuais são vocalistas de bandas de rock dos anos oitenta. Qual é a concorrência que encontram?
E eu? que também cheguei aqui como um filósofo de quinta e em nada fui o jovem que eu hoje espero encontrar?
É notório que alienação, consumismo e coisas afins não são novidades desta geração. Apenas parece para mim que os jovens desistiram de resistir, ou fingir que resistiam, e se entregaram ao prazeres de seus Ipods, suas compras, roupas, computadores. Os punks envelheceram, e seus filhos querem ir à Disney…
Luciano Queiroz

The Clash

Acrescentei mais um link na minha lista ao lado. É o do blog do Juarez Becosa e trata, exclusivamente de bares e afins. Como admirador, frequentador e simpatizante, acho muito justo o posicionamento do link na coluna ao lado. E o defendo da seguinte forma:
Muitos dos momentos mais felizes que me recordo em minha vida tiveram um bar como cenário.
O bar, das opções de divertimento extra-casa, é a que me sinto melhor. Veja só: vai no bar? Ótimo, já não precisa de tanta frescura pra se vestir. Não precisa convidar todo mundo, não precisa fazer reserva… Não precisa nem fazer uma boquinha antes, porque o que não falta lá é coisa boa (e gordurosa) pra se comer.
Não sou adepto deste esporte nacional que é encher a cara, beber até cair, glicose na veia… Mas uma cachaçinha e “dois pastel”, hummm… E uma cervejinha então, quando se acaba de voltar da praia? Não preciso nem falar.
O bar é democrático. Por mais que se tente encher de firula, ele não deixa de ser um espaço popular. Se o dono quiser enfeitar muito, cobrar caro, colocar pratos incrementados… perde o bar e cria um restaurante.
No bar não há estresse. Se o garçon não vem, é só gritar. Se atendem mal, beba em homenagem a isso. Se a cerveja estiver quente, peça uma cachaçinha. Se a cachaçinha for de segunda, a comida ruim e o ambiente sem personalidade, se dirija a próxima esquina. Tudo resolvido. O bar anterior vai fechar em algumas semanas.
No bar voce pode ir pra conversar, falar mal dos outros, elevar o colesterol. Não existe nenhuma obrigação social como dançar por exemplo. Se alguém quiser dançar, ótimo. Mas é seu direito ficar sentado, pois aquilo é um bar. Voce não precisa se preocupar em botar guardanapo no colo, pode pegar as coisas com a mão. Pode até, se bater um espírito “firma”, palitar os dentes. Eitcha prazerzão No final, a conta geralmente é acessível e todo mundo divide numa boa, sem aquela frescura de ficar perguntando quem comeu a lagosta de 300 reais.
Como complemento, o bar é o blog do pobre. Lá você descobre quem fica com quem na sua empresa, a última análise política, quem são as novas contratações do seu time, e por aí vai… Fora que as melhores paqueras são no bar. Lá ganha quem é bom de papo. Na danceteria ou na boate, os caras mais bem apessoados se dão melhor que caras como eu… Mas no bar… bem, lá temos a chance de tentar igualar o placar, sustentando uma conversa interessante por mais de meia hora, coisa que muitos “bonitões” não conseguem. O bar é a nossa revanche!
É por essas e outras que pra ir à um bar, conte comigo.
Luciano Queiroz
Ante-ontem eu encomendei um CD para me ajudar a aprender japonês. Foi um martírio conseguir fazer a encomenda, com muitos risos, mímicas e o uso repetitivo das poucas palavras em japonês que sei. Deu certo e eles ficaram de me ligar quando o CD chegasse. Achei que seria fácil pois ao atender alguém falando japonês, eu poderia supor que a encomenda chegou.
Hoje atendi um telefonema, que transcrevo com tradução simultânea do japonês:
Telefone: Alô? O Luciano por favor?
Eu: SIM!!
Telefone: É que temos uma encomenda para o senhor!
Eu: SIM… eu não entendo
Telefone: Luciano-san?
Eu: EU
Telefone: Precisamos confirmar a entrega!
Eu: CD do livro?
Telefone: As compras do senhor, do supermercado, o senhor poderia confirmar seu endereço?
Eu: Isso Isso O CD
Japones CD meu
Telefone: É que atrasamos um pouco, o senhor estará em casa esta noite?
Eu: Tudo certo! Entendi Livro OK
Telefone: Podemos ir agora à noite?
Eu: Eu não entendo!! Eu amanhã, tomorow, TOMOROW
Telefone: Tomorow… Entendido! Ok! Entregamos amanhã!! Confirmado?
Eu: Entendi! Entendi!
Telefone: Tudo certo então, até amanhã!
Eu: Obrigado
Ufa, que bom que o CD chegou! O bom é que amanhã eu não vou estar em casa de noite, não me custa nada passar na livraria e pegar o CD.
Aproveito o espaço pra reclamar que as coisas aqui no Japão nao funcionam! Minhas compras que eram pra ter chegado hoje, até agora nada….
Luciano Queiroz

Hoje de manhã comi morangos. Sem pressa, sob a luz natural da manhã, do jeito que morangos deve ser comidos.
Eram doces como os de antigamente.
Fui trabalhar lembrando de como era agradável colhê-los no quintal e comê-los frescos.
Na reunião do dia, ainda podia sentir seu gosto e no almoço, fiquei triste de não tê-los.
Seu vermelho vivo coloriu minha tarde, sempre tão cinzenta.
Hoje foi um dia de lembrar que existem coisas mais importantes que gráficos, planilhas e formulários.
Como comer morangos pela manhã.
Luciano Queiroz
Luciano Queiroz

Cada vez me convenço mais que existe uma força invisível que atravessa o mundo. Uma leve bruma, que enche os corações mais atentos. Não lhe vejo, mas a sinto no abraço da criança que me ama. Quando a criança se vai, fica esta sensação. Uma força sutil e tímida, que abre a janela da alma sem que uma palavra sequer seja pronunciada.
Me dizia uma escultora hoje que ao observar crianças perto de um rio, imaginou-as criadoras de arco-iris e se inspirou para mais uma obra. Estávamos a conversar sobre isso, quando um velhinho passou e comecaram uma dialogo animado. Depois ela me confidenciou que muitos idosos passavam por ali, sempre puxando papo, e que por causa de seu trabalho conversava com pessoas muito interessantes. Vi nitidamente a sutil força em ação, quando ambos abandonaram suas barreiras e se entregaram a uma conversa de mutua admiração.
Nao é tarefa fácil, encher a vida de significado em cada momento. Mas é possível se entregar com sede a cada descoberta. É possível buscar compreensões diferentes sempre, na maravilha que é cada ser humano, de seus esforços para buscar o mínimo de felicidade.
É preciso optar pela verdade, pela sinceridade. É preciso optar por viver como quem vê um belo por do sol, onde palavras são desnecessárias, e nenhum disfarce fica em pé.
Luciano Queiroz

“...
Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz virar um astro incandescente
Teu amor faz cometer loucuras
Faz mais, depois faz acordar chorando”
(Geraldo Azevedo)
Sei dos graves riscos que a gripe aviaria representa para a saude humana e tal, mas nao deixo de ficar preocupado…
... o mundo vai ficar sem aves?!?
Sabedoria Zen:
“O tempo não pode ser desperdiçado.”
Post de No 300…

(Pierre Verger)
Tenho um sentimento recorrente toda a vez que vejo fotos do Brasil de 100 anos atras. O mais perto que consigo descrever esta sensacao eh que estou diante de um povo altivo. Sensacoes nao se explicam e pode ser que nada mais seja que a habilidade do fotografo. Ou uma coincidencia do acaso. Mas estes dias, quando via as fotos do carnaval brasileiro feitas por Pierre Verger, este sentimento se repetiu forte e resolvi dedicar mais minutos a entender do que se trata.
Como e porque conseguiria a populacao deste pais, à décadas atrás ter alguma identidade, algum sentimento que hoje nao temos? Do que havia de se orgulhar o habitante de um pais mais atrasado que o nosso. Não evoluimos, não progredimos?
Mesmo que muito, muito longe do pais dos nossos sonhos, é inegável que caminhamos. E para onde foi este sentimento? Importante dizer que nao é exatamente orgulho a que me refiro. É dignidade. Acho que já vi este sentimento outras vezes, em alguns negros na Bahia, alguns catarinenses de Blumenau, alguns pescadores, alguns gauchos. É identidade. Sentimento de pertencer à uma nacao, à um povo, de uma identidade coletiva duradoura. Nao é nacionalismo, por favor.
De forma geral, as fotografias de hoje, me parecem mostrar um povo sem sustentação. Nao somos tristes, mas estamos acuados. Nossa auto estima foi contaminada por camadas de desilusao. A violência urbana matou qualquer romantismo que pudessemos ter. Diante da barbarie, nao ha malandragem possivel. Nao ha altivez em quem desconfia de tudo e de todos. Temos medo da policia, do vizinho, de qualquer um. Nao há roda de samba, gafieira, forro, que resista a isso. Nao existem belezas naturais, nao ha riqueza, nao sobra nada. A crueldade leva tudo, pois diante da morte o importante é a sobrevivencia, não a poesia. A vida continua: saímos, nos divertimos, mas sabemos que a sociedade está desmoronando. Sabemos que as regras que regem a convivencia estao frouxas, esgaçadas pelo poder corrupto. A vida não continua, a vida está sempre em risco. O importante é o agora. Há que se curtir o momento. Mas algumas noções de cidadania, de ética, não sobrevivem à esta constatação. É preciso perspectiva, sentimento de futuro, para que uma sociedade se estabeleça. Relações sociais necessitam conter uma noção de longo prazo, de continuidade. Parece que estamos sobrevivendo ao agora, e seja o que Deus quiser.
Nao sou sociólogo, nem filósofo e de novo, nao sei se realmente as coisas eram diferentes. Mas as fotos me revelam isso, e me concedem este entendimento. Mesmo estando errado quanto ao passado, acho que acerto quanto ao presente.
Luciano Queiroz
As horas passam e os comentarios chegam. Apesar de na chegada não terem me dado muita bola, a rede de intrigas da fauna eh bem eficiente… Jah de cara as capivaras me reclamaram que o pessoal as confunde com as antas. Fiquei com dó porque as antas são mesmo mais feias que elas. E pra piorar, as antas se queixaram que os japas chamam elas de Tapiru e que elas nao aguentam mais as piadas de duplo sentido das capivaras. Pra piorar as lhamas ficam olhando elas de cima. Por causa do sotaque, já tinha capivara achando que as lhamas eram argentinas. O clima tava esquentando e sai dali pois vi que era papo de comadre. Segui em frente. O urso polar comentou estar feliz da vida que nao eh panda, pois se fosse ficaria num cubiculo de vidro. Senti uma ponta de despeito pela popularidade do colega mais famoso. Mas achei melhor não contrariar um cara que tem uma pata do tamanho da minha cabeça. Os suricatis estão sempre atarefados e não pude deixar de notar que mantém no cercado o mesmo comportamento da savana africana. Pobre do suricati vigia, que aqui no Zoo deve ter mais dificuldade de distinguir o perigo: – Humm… aquele menino com o pirulito… ele vai tacar o pirulito Todo mundo pra toca
!!
Dei umas dicas pra ele ficar menos estressado e segui para encontrar as corujas fazendo a refeição. Elas não são tão meigas mascando um pedaço de carne sangrando…
Me pareceu que as Girafas estavam espiando os apartamentos do lado do parque, mas nao quis afirmar. Os pinguins… bem, o desenho tem razao. Pinguins tem mesmo um comportamento suspeito. Tão ali, meio parados, só te olhando de cima a baixo…. Eu não duvido que estejam envolvidos em alguma máfia, ou coisa parecida. O hipopotamo parecia estar dormindo, mas me confidenciou que era só estratégia pro pessoal passar reto. Ele gosta de privacidade no banho. Diferente da Lontra, que é uma exibicionista nata e disse que está negociando uma sessao de fotos pra um calendário novo no mercado. Achei que comer usando a barriga como mesa é um truque legal e estou praticando. Estranhamente está ficando cada vez mais fácil. Já nao preciso nem deitar…
As focas disseram que adoram o Japao. So não gostam do arroz que vem junto do peixe as vezes. Como tem uns pinguins no mesmo espaço, elas os tratam como estagiários. Toda hora que passa um pinguim é TCHUM, um tapa na rosca….
Mal sabem elas com quem estão lidando. São muitas as intrigas nesse reino, animal…
No meu trabalho, eu recebo muitos e-mails em japones. Eh uma droga, mas tem um tradutorzinho no programa que passa para o portugues. Veja como ficou um que recebi hoje:
“Em ordem do usuário do cliente todos seção geral do sistema de informação do escritório dos casos do escritório principal, no quarto do usuário dentro da área Fujihashi de Chofu que constrói para fazer a construção urgente da fonte de poder, lá era uma comunicação do efeito que para o serviço do usuário do escritório principal na zona de tempo abaixo-mencionada. Por causa desta, esta zona de tempo torna-se impossível a emissão e a recepção do correio fora dentro da companhia, ou a utilização do Internet. (Tachikawa, Niigata, o correio entre Miyazaki e o usuário da filial de Sakai está disponível) nós aplicamos o annoyance, mas a cooperação que você pede.”
Mas o mais bacana eh o meu endereco traduzido. Vejam onde eu moro:
Quarto ensolarado do monte 206 da cidade 5-53-15 da felicidade da cidade de Tachikawa
Parece que moro num desenho da Disney, nao?
Luciano Queiroz