A boa critica
Fazem alguns dias eu transcrevi para este blog o inicio do livro que pretendo um dia terminar, vencendo a incrivel tendencia que tenho de abandonar as coisas pelo meio. Escrevi de vespera e transcrevi para este blog sem pestanejar.
No dia seguinte fui continuar com minha saga pessoal. Comecei obviamente relendo o que tinha escrito. Fiquei muito desapontado. Quantas redundancias, quanta falta de ritmo, quanta coisa realmente ruim e mal escrita. Refiz por algumas horas esta parte e tentei progredir, tentando segurar minha tendencia de escrever a estoria toda em tres paginas. Avancei um pouco e fui dormir. No proximo dia, voltei a carga e reli o que tinha escrito… o que encontrei foi desanimador. O que tinha escrito nao encaixava direito nos retalhos sobreviventes do dia anterior e novos trechos desnecessarios ou sem sentido estavam lah. E muito da atmosfera que quero transmitir estava sem representacao no texto.
Hoje vi um comentario de um “Eduardo” aqui no blog me apontando para um texto do Kanitz. Obrigado pela dica Eduardo. O texto realmente eh muito bom e eu jah vinha percebendo isso a algum tempo. Este blog eh um treino e vou me esforcar mais pra coisa evoluir a contento.
A unica coisa que me incomodou eh a que aponta para a vaidade pessoal. Ela existe eh claro, e nao sou tolo de nao admitir. Mas eh mais que isso. Eu gosto de escrever, eh um artesanato pra mim. Gosto de escolher as palavras, passar ideias, estimular e ser estimulado. Eu precisava de incentivo e este blog me deu. Mas quero ter sucesso, para poder continuar escrevendo. Queria ter profundidade, estilo, e erudicao. Nao acho que como no caso de Kanitz, os textos precisem ser resumidos por se tratar de literatura. Queria estimular os sentidos, transpondo quem os le para uma outra realidade, num ritmo muito diferente da rapidez dos dias atuais.
Vou me esforcar mais. Obrigado pela critica que me ajudou muito.
Luciano Queiroz
