Morro do Moleque

December 7, 2005


Desde pequeno guardo essa imagem de um momento vivido. Eu era garoto mas me lembro daquele dia bonito, um vento frio gelado, meu pai e minha irmã correndo também pra chegar ao topo do morrote. A relva dourada, queimada pelo sol e pelo frio, batendo na canela. Aquele campo aberto dos pampas até onde a vista alcançava e eu ali… respiração difícil, ofegante, tropegando para poder chegar ao topo. Queria olhar o outro lado, olhar tudo em volta, de cima.
Aquele ar gélido que queimava as narinas deve ter se impregnado em meu cérebro. Ainda quero chegar ao topo do mundo, pra poder tê-lo todo ao mesmo tempo sob meu olhar e para inundá-lo com meu carinho. Como fiz naquele dia. Não sou da planície, definitivamente. Sou das terras altas, do povo que não se contenta, de alma inquieta, das poucas palavras.

“Liberdade é um sonho que a alma humana alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda”

3 Comments »

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  1. Bela imagem para se ter no pensamento. Parece os campos aqui do meu Rio Grande do Sul. Abraços!

    Ps: como está indo aí no Japão?

    Comment by The Passenger — December 8, 2005 @ 7:43 pm

  2. Belo texto, bela imagem, ótima comparação: buscar o topo, o pico, o cume: o plano mais alto, maior!! E ter coragem de fazer isso…
    Um super beijo para vc da sua amiga que já tá com saudade.
    Se cuida.

    Comment by Amanda Melles — December 13, 2005 @ 11:40 am

  3. Lu..
    vencer nossos desafios…nos aventurar..faz a gente crescer cada vez mais…vá em frente.

    Comment by Kety — December 13, 2005 @ 11:51 pm

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