De onde sou

December 27, 2005

Na certeza do gaviao campeiro que plaina imponente no sertao de minha terra, sou ilheu. Na forca de meus lacos fraternos e da patria que nos une, sou brasileiro. No ecoar da zampona, que faz chorar meu coracao de saudades do que nunca vi, sou latino. No olhar profundo, que fala qualquer idioma, sou do mundo.

Luciano Queiroz

Nota da Gerencia Japonesa

December 21, 2005

Entao, soh vou comprar um lap top no final de janeiro e ateh lah isso aqui vai ficar neste marasmo mesmo… foi mal. Sinto uma saudade enorme de escrever mas vai ter que esperar um pouco. Tenho lido as noticias do Brasil e me sinto muito triste pelo nosso povo. Tenho um novo amigo de Cingapura por aqui e eh triste ver que muitos paises conseguiram melhorar a vida de sua gente e no Brasil ateh os governantes assaltam a populacao. O pior eh que passa na TV e ninguem faz nada, ninguem eh punido, tudo normal.
Enfim, um abraco a todos e obrigado por terem paciencia.
Luciano Queiroz

Saudades

Voce jah se perguntou o que voce realmente tem na vida? Jah se deu conta de quem voce realmente eh? Experimente largar tudo, abandonar tudo. Aquilo que ficar em voce, eh a sua essencia. Minha vida eh cheia de interrogacoes, nao sei o que vou fazer amanha, mas sei quem sou. Sei o que importa. Por isso nao me sinto sozinho, mesmo quando a solidao me chama do lado de fora da porta. Nao a deixo entrar pois ela teria que trocar de nome. De solidao se transformaria em saudade. Esta estah sempre por aqui, mas jah sei que sempre vai estar. Quem vive tem saudades de algo. Eu tenho de tudo, pois estou longe de tudo. Mas sei que sentirei saudade ateh mesmo deste sentimento. Entao vivo o agora.

Morro do Moleque

December 7, 2005


Desde pequeno guardo essa imagem de um momento vivido. Eu era garoto mas me lembro daquele dia bonito, um vento frio gelado, meu pai e minha irmã correndo também pra chegar ao topo do morrote. A relva dourada, queimada pelo sol e pelo frio, batendo na canela. Aquele campo aberto dos pampas até onde a vista alcançava e eu ali… respiração difícil, ofegante, tropegando para poder chegar ao topo. Queria olhar o outro lado, olhar tudo em volta, de cima.
Aquele ar gélido que queimava as narinas deve ter se impregnado em meu cérebro. Ainda quero chegar ao topo do mundo, pra poder tê-lo todo ao mesmo tempo sob meu olhar e para inundá-lo com meu carinho. Como fiz naquele dia. Não sou da planície, definitivamente. Sou das terras altas, do povo que não se contenta, de alma inquieta, das poucas palavras.

“Liberdade é um sonho que a alma humana alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda”

Justificativa

December 3, 2005

Meus caros:

Estou de mundança para o Japão, já vendi o meu micro e tá um pouco difícil achar algum computador pra escrever. Por isso meu silêncio dos últimos dias. To dormindo num colchonete no meio das caixas.

Aí fico pertubando meus amigos pra poder usar o micro deles…rs

Tenho tido várias idéias de textos e com certeza esquecerei de todos eles quando comprar meu laptop em Tóquio. Tudo bem, acho que não faltará assunto por lá

Abraços

Luciano Queiroz