Lamento do pai operário
Abençoa Deus, esta menina
de sono tão leve
na noite preocupada
acalenta este momento.
Abençoa Deus, este pai
que sai para trabalhar
no vento frio cortante
deste novo dia derradeiro
espremido entre os iguais
que trabalham nos umbrais
das fábricas, vilas, do cais.
Ele sai para trabalhar
com esperança de patrão
voltar ao destino ditador
de comprar nova sorte, de encontrar novo amor,
carrega como que aço, destila fardo, cansaço….
Luciano Queiroz

É..parece que essa é uma realidade ainda gritante em nosso Brasil. Esse poema é atemporal…
Comment by The Passenger — November 22, 2005 @ 11:19 pm