Retratos da Cidade - 1
Ontem eu caminhei pela minha cidade. Fiquei meio triste ao ver que alguns lugares tradicionais estão desfigurados. Um bar tradicional virou uma financeira, uma confeitaria da época de criança hoje se transformou em loja de roupa feminina e muitos outros casos. Somos mesmo um povo sem memória, que não reconhece sua cidade como um referencial permanente. Por isso é que não nos importamos com o coletivo, com o meio ambiente, com nada além da individualidade. Porque nossos elos emocionais com o comunitário são abandonados, são varridos pelo capitalismo sem regras. A cidade deixa de ser aquele lugar aconchegante para ser um espaço frio, que não respeita memórias, que não pede respeito. É por isso que somos um povo individualista. Que pena, que tristeza…
Luciano Queiroz

Visitando o Blog da Nariz Gelado, vi seu comentário e pela primeira vez acessei o
seu. Gostei e embora quase não comente, pois prefiro ler, resolvi fazê-lo agora para cumprimentá-lo e concordar com o seu
post. Dá uma tristeza ver a cidade tão diferente… parecendo mutilada. Chamam isso de progresso mas, a nossa lembrança fica mais “desbotada”.
Comment by Lis — November 2, 2005 @ 12:03 am
Seja bem vinda Lis. Espero que voce sempre esteja por aqui, deixando comentários. É bom partilhar sentimentos e ver que mais pessoas pensam como nós.
Um abraço.
Comment by fermentocinico — November 2, 2005 @ 2:43 am
Nem sei se isso é progresso, diria (acho que alguém já disse isso) que o Brasil é um país sem memória… Talvez as pessoas não se preocupem com suas origens, histórias, afinal isso não tem valor… O valor é atribuído a outras riquezas.. (ou pobrezas).
Comment by Amanda Melles — November 4, 2005 @ 5:20 pm